Quinta-feira, Maio 17, 2007


Amanheci triste sem vontade de me levantar. Amanheci querendo e forçando voltar a dormir. Não consegui e levantei-me. Um desconforto abraça o meu coração e me tira a vontade de fazer alguma coisa. Normal. Estou com uma vontade já conhecida de chorar, um aperto na garganta insuportável. Não sei o porquê, nunca sei. Nada de anormal me aconteceu e é por isso que tenho tanta raiva até hoje. Quando alguma coisa acontece e faz com que desencadeie essa tristeza e dor que parecem não ter fim, ao menos se tem a esperança de que o tempo curará, a dor vai passar. Mas, comigo não foi assim. Não teve motivo, não teve porquê, a dor veio, instalou-se e não deu o menor sinal de que, um dia, iria embora. Eu não sei porque a depressão veio um dia e como é que ela consegue voltar toda vez que eu penso que ela foi embora.

Quando a depressão chegou na minha adolescência, pensei que era apenas uma fase. Mas não era. Ela não foi embora. Comecei a rejeitá-la e a brigar com a sua presença. Eu me recusava em tê-la em minha vida, mas ela ganhou e permaneceu. Com o tempo acreditei que algumas pessoas nasciam para sofrer mesmo e eu era uma delas, mas decidi que eu não era obrigada a viver tanto tempo assim. Foi quando eu comecei a querer morrer a todo custo. Hoje eu entendo que eu não queria destruir a minha vida, mas queria desesperadamente destruir aquela dor que me dominava. Porém, naquela época, vida e dor eram sinônimos. Eu tornei-me obcecada em suicídio e várias vezes quase consegui. Na realidade, eu já estava morta, eu só queria que a morte fosse completa...

Bem, resumindo, um dia, sem aviso nenhum e sem motivo, a depressão veio me visitar, gostou de mim e decidiu ficar. Eu tentei expulsá-la de todas as maneiras, mas não consegui, então cansei-me e desisti de mim.

Foi quando, vários anos depois, eu inverti a situação. Descobri que a depressão não era eu, mas sim uma doença que havia em mim. Procurei tratamento, minha esperança ressurgiu, visualizei-me curada. E só a sensação de uma vida sem ela, era boa demais. Só em saber que aquilo era uma doença já era mais confortante, mas porque nenhum médico conseguia me curar? Fiquei de psiquiatra em psiquiatra com a esperança latente de que um deles, finalmente, iria me curar. Fiquei decepcionada! Eu sou imediatista e saber que era um processo de anos ou até a vida inteira foi um golpe duro de aguentar.

Se eu tinha ainda um pouquinho de esperanças, ela morreu. Eu vivia por viver. Eu sentia uma solidão indescritível. Nada mais valia a pena. Não havia prazer nenhum em viver e nem necessidade. Eu me sentia um estorvo para a minha família. Doía-me pensar que os desapontava. Eu tinha certeza que eles seriam muito mais felizes sem ter que se preocupar comigo. Eu não tinha dúvidas sobre isso. Era uma certeza que ninguém conseguia me tirar. Então, morrer, era mais do que acabar com a minha própria vida, mas era também libertar a minha família, era poupar a minha família do desgosto da minha presença. Quando se diz que a depressão é uma doença, muitos custam a acreditar. Mas quem a tem, sabe como ela consegue distorcer a sua consciência e lhe inundar de todo tipo de pensamento. Você se convence de coisas absurdas e nunca acha que está errada. Comigo não foi diferente. Quando mais eu sofria, mas eu tinha vergonha de sofrer. Procurava sorrir a todo custo e continuar com a minha vida. Forcei-me a fazer faculdade, forcei-me a trabalhar. Forcei-me a continuar vivendo, a levantar da cama toda manhã, a fazer as coisas que eu tinha que fazer. É um esforço descomunal. É uma luta injusta. Você quer, mas você não consegue. Uma simples tarefa é uma tortura. Nada é simples. Nada é fácil para quem tem depressão. E para mim essa luta foi se apresentado como inútil, pois parecia que não importava o que acontecesse ou quantas batalhas eu ganhasse, eu jamais iria vencê-la. Entreguei-me novamente a depressão e desisti completamente. Desisti de mim de novo e parecia que seria para sempre.

Mas, felizmente, minha família não desistiu de mim. Meus pais e irmãs lutaram cada um com sua arma. Eu me deixava levar apenas para agradá-los, mas sem esperanças. Eu não queria mais me decepcionar. E cada dia era uma certeza de que eu não tinha mais porque continuar vivendo dessa maneira. No entanto, milagrosamente, uma das "armas" da minha família me salvou. Foi quando eu entendi que não era a minha família que não desistia de mim, era JESUS CRISTO.

Comecei a perceber que eu nunca estive só. E entendi que todas as vezes que eu chorava trancada no meu quarto condenando a mim, determinada a pôr em tudo um fim, mas não colocava, era porque Jesus me acalmava. Entendi o porquê que todas as vezes que eu ficava horas embaixo do chuveiro afogada em lágrimas, eu acabava orando. Descobri que eu não era fraca, mas forte. E que cada vez que eu lutava contra a minha depressão, era Jesus quem me dava a força para isso. Ele nunca desistiu de mim, mesmo depois de eu ter desistido Dele. E tenho certeza que foi Ele que me salvou todas as vezes em que eu pensei ou tentei me matar. Hoje eu sinto a grandeza do Seu amor em minha vida. E é o amor de Jesus que me sustenta e que me enche de esperanças mesmo quando estou num vale de tristezas. Eu passei tanto tempo procurando em alguém a força que eu precisava, mas só quem é capaz de dar essa força é Ele. É uma alegria saber que hoje eu não luto sozinha, mas luto todos os dias com Jesus. E Ele me faz vencer todos os dias, pois Jesus dá vitórias a todos os que crêem Nele. Todos.

Caminhar com Jesus não é viver num mar de rosas, mas é a certeza do amparo nas horas de tristeza. Ter Jesus em minha vida é ter o amigo que eu sempre desejei e tanto procurei por tanto tempo, a diferença é que Jesus, eu sei, nunca irá me abandonar, permanecerá comigo em todos os momentos, sejam eles de tristeza ou alegria. Viver com Jesus é ser amada verdadeiramente todo o tempo com fidelidade, do jeito que eu sou, sem condições, sem mentiras, sem falsidade. Estar com Jesus é estar protegida, amparada, acolhida, amada. É ter alguém que tudo posso contar, que tudo posso pedir, que tudo posso agradecer, que tudo posso confiar. É dividir todas as minhas alegrias e falar besteira sem medo de ser repreendida. Estar na presença de Jesus é ser livre, como nunca fui. Obrigada, Jesus, por estar sempre comigo, por me amar tanto, por confiar em mim. Abençoa, Senhor Jesus, todas as pessoas que visitarem este blog. Que Tu possas agir em suas vidas, como tens agido maravilhosamente na minha. AMÉM!


Exposto por mim às 5:10 PM


Agora diga você:




Segunda-feira, Abril 30, 2007


Abril não foi muito diferente de março. Nada me foi acrescentado. É verdade que algumas coisas legais aconteceram e sentimentos novos, porém frustrantes, têm surgido. Mas até agora, nenhuma virada sensacional...Nada surpreendente, mas estou tentando. Bem...tentando não seria bem a palavra, pois não tenho me mexido muito, não tenho tido muita coragem para fazer muita coisa, a palavra ideal seria...esperando. Pronto, perfeita. Estou esperando alguma coisa da vida e, provavelmente, a vida está esperando alguma coisa de mim...Deve ser por isso que não acontece nada.

A verdade é que espero demais, acredito demais e até sonho demais. No entanto, meus sonhos fogem demais a realidade, por isso que são só sonhos irrealizáveis, nem espero mais que aconteçam, mas não deixo de sonhar, porque sonhar me acalma, faz-me sorrir por algum tempo, traz uma sensação embriagante de curto tempo. Não são drogas...Eu realmente me entrego aos meus pensamentos. Esse é um grande problema que eu tenho. Eu penso demais. Eu poderia agir mais, mas só penso. Penso o tempo todo, todo o tempo. Até para dormir é difícil, porque não páro de pensar. Os pensamentos variam numa escala surpreendente e numa velocidade impressionante. Penso em tudo, imagino tudo, vejo tudo. Só que tudo se limita ao terreno fértil dos pensamentos. Se eu conseguir colocar na prática um terço do que eu penso, poxa, já seria uma vitória, acho que menos que isso já seria uma vitória. Eu penso demais, penso tanto que a minha cabeça dói. Vivo com dores de cabeça. Penso tanto que mal consigo conversar com os outros, pois minha fala não acompanha a rapidez dos meus pensamentos. Quero falar tudo de uma vez, colocar para fora tudo o que estou pensando, como se eu não fosse ter outra oportunidade para conversar. Eu acabo monopolizando as conversas...Tagarelando, falando demais, exagerando, colocando tudo a perder. Nem sempre é bom...Eu tenho que ter domínio próprio.

Não sei qual a imagem que eu passo de mim quando escrevo, mas a imagem real é essa. Eu falo um absurdo. É claro que o número de pessoas as quais converso é bem limitado, deve ser por isso que mando ver com elas. Reconheço que as vezes eu tenho pena dessas pessoas que têm que me ouvir tanto. Pois é...alguém tem que ouvir, mesmo que não queira...eu não pergunto se querem ouvir, eu simplesmente falo. Falar faz bem. É quase a sensação embriagante de sonhar, porém o tempo varia de acordo com a paciência da pessoa....rs.

É...não dá para ficar sem fazer nada o tempo todo.


Exposto por mim às 11:35 AM


Agora diga você:




Domingo, Março 25, 2007


Já estamos no mês de março e não consigo fazer qualquer associação interessante com esse mês. Para mim é só mais um mês. Mais um mês de vida. Mais um mês cheio de dias tristes e alegres, de perdas e ganhos, de lágrimas e sorrisos. Sim, tenho sorrido com mais frequência, porém, quando as lágrimas vêm apagam os sorrisos sem deixar qualquer tipo de vestígio e isso me irrita. Não devia ser assim. A gente vive brigando consigo mesmo. Tentando se convencer de algo. Tentando criar sonhos, tentando acreditar que eles são possíveis. A gente vive se apaixonando e na maioria das vezes nos apaixonando pelas pessoas erradas, queremos quem não nos quer, rejeitamos quem nos quer e recuamos quando as coisas dão certo.

Eu particularmente costumo fugir quando algo dá certo. Sei que não sou uma exceção, mas isso não é legal nem para se comentar. As vezes luto tanto para conseguir algo e quando consigo me desespero. Penso logo: para quê que eu fui me meter nisso? E fico me condenando um tempão por ter tomado uma decisão na minha vida. Nem sempre erro, mas raramente acerto...Como acreditar na vida assim? Minha vida mais parece um atropelo, um carro desgovernado, um tiro no escuro. Vou vivendo do jeito que me procede, não faço planos, não traço objetivos, não determino metas. O que aparecer tá valendo, vou fazendo, vou vivendo. Não é bom, mas se estou aqui tenho que fazer alguma coisa de vez em quando.

Teve um tempo em que tentei traçar objetivos, mas...nunca deram certo. Desisti. Hoje eu não tenho objetivos. Não consigo determinar o que me faria realmente feliz. Não consigo desejar muito alguma coisa e lutar de verdade por ela como eu vejo tanta gente fazer. Poxa, isso é tão chato!!! Convivo com pessoas tão otimistas. Fico tentando imitá-las, tentando entender, racionalizar os seus sentimentos para ver se consigo pegar toda essa energia. Quem dera fosse contagioso!!! Olho para as pessoas tão realizadas, tão centradas e só fico olhando e admirando e pensando que deve ser muito bom isso. Leio nos livros que tudo bem se você não conseguir, contando que não desista, que continue em frente. Mas para onde????? Não desistir de quê??? E quando não se sabe o que quer??? E quando se pensa que sabe, consegue e depois descobre que não tem nada haver??? E aí, o que fazer nessas horas???? Eu não encontro nenhum livro assim. Deveriam existir livros cujos títulos fossem: "Como definir seus objetivos" ou "O que fazer quando não se sabe o que fazer" ou ainda "O que fazer quando pegamos o caminho errado". Esses livros seriam mais bem aproveitados por mim e por uma grande parcela da população.

Pois é, eu já leio muito, todo tipo de livro, mas às vezes eu preciso de livros mais adaptados para pessoas como eu, pessoas sem saber que rumo tomar, sem sonhos, sem perspectivas, sem alegria. Eu sei que não vou encontrar a solução da minha vida ou mesmo o sentido dela num livro, mas...sempre pode ajudar. E sonhos??? Sim, eu até tenho sonhos sim, não é verdade que eu não tenho nenhum. Eu sonho em ser as garotas dos filmes que sofrem o filme inteiro, mas no final encontra o emprego dos sonhos, o homem dos seus sonhos, a vida dos seus sonhos. Meu sonho é que a vida fosse mais fácil assim. Meu sonho é um dia descobrir o que quero de verdade. Meu sonho é conseguir passar um mês sem pensar que seria melhor que Deus me levasse embora. Tá vendo? Eu até que tenho muitos sonhos...


Exposto por mim às 12:08 AM


Agora diga você:




Sábado, Fevereiro 10, 2007


O tempo passa e eu continuo a chorar pelas mesmas coisas.
A vida passa e eu continuo presa em algum momento que nem sei dizer.
O mundo gira, mas eu continuo parada no mesmo lugar.
As pessoas mudam, mas eu continuo igual...

Por mais que eu tente, se é que eu tento o suficiente,
Eu não saio do lugar.
Fico prostrada chorando as minhas lágrimas,
Sofrendo o meu sofrimento e morrendo de pena de mim.

As pessoas vêm e vão, mas eu fico e pareço insistir em ficar.
A idade muda, mas o cérebro não evolui.
Será que eu já morri?
Será que toda a minha vida é só uma ilusão da minha cabeça?

Hoje o mundo partiu mais uma vez meu coração,
Ou será que fui eu mesma?
As vezes sou eu quem procuro ficar triste,
Parece que é medo de ser feliz...

Estou no momento exato em que posso ir em frente,
Em que posso dar um passo diferente,
Em que posso viver novas experiências
E até, quem sabe, ser feliz?

Mas estou com medo de dar esse passo.
Sempre tive medo do desconhecido e do futuro
E é por isso que acabo ficando presa no passado
Por achar que assim é mais seguro.

Estou no cruzamento da minha vida.
Nova vida, novas pessoas, novos rumos,
Ou mesmo martírio, mesmas lágrimas, mesmo sofrimento.
A escolha deveria ser óbvia...

O problema é que tenho um coração que só faz o que quer
E tenho uma razão muito fraca, que não opina, que só obedece.
E por isso fico procrastinando a minha vida, o meu amanhã
Com a esperança que tudo se resolva magicamente.

Mas agora eu sei o que fazer, ainda que seja difícil deixar o passado no passado,
Mas a boa verdade é que eu já tenho dado largos passos...mesmo com medo.
A verdade é que, finalmente, eu estou mudando...mesmo com lágrimas.
E abrindo os olhos para o mundo que sempre ignorei...mesmo que timidamente.

Finalmente estou deixando de olhar para mim mesma, só para mim...
E estou enxergando o mundo fora de mim e entendendo o meu egoísmo.
Finalmente, antes tarde do que nunca...estou evoluindo.
O presente me aguarda para viver...de verdade...sem pena...de mim mesma...


Exposto por mim às 1:43 PM


Agora diga você:




Segunda-feira, Janeiro 22, 2007


Lágrimas, as lágrimas estão voltando nesse começo de ano. Começaram tímidas, mas agora perderam a vergonha e começam a se mostrar em público. Tento contê-las, mas é sempre mais contido permiti-las. Deixá-las cair, molhar o rosto e aliviar a dor, seja onde for. Geralmente tem sido dentro dos ônibus, mas também já se expuseram durante meus passeios a pé pela cidade.

Lágrimas são sempre difíceis, pelo menos para mim. Acho que nunca fui capaz de chorar de alegria. Chorar para mim é dor. É angústia no coração. É aperto. É vontade de gritar. É querer sumir para sempre.

Lágrimas nunca significam lavar a alma, mas sim perdê-la. Então quando eu choro é sinal de grandes problemas, pode ser que não no instante em que se manifestam, mas já é um sinal de que os problemas estão por vir. Provavelmente, depressão. E das piores. Então chorar é sinônimo de recaída.

Engraçado é que tomo tantos ansiolíticos, que são os remédios que impedem, se assim posso dizer, que as lágrimas desçam e comigo não adianta. Elas não deslizam no meu rosto, elas se escancaram. Caem aos montes. Totalmente perceptível.

O fato é que dessa vez conheço os seus motivos. Entendo a sua manifestação. Estranho seria se elas não aparecessem. E, sinceramente, até pensei que não viriam, mas vieram, não perderam a chance e agora mesmo, estão inundando a minha face.


"FELIZ 2007!!!"



Exposto por mim às 1:18 AM


Agora diga você:





barra005.gif


Exposto por mim às 12:54 AM


Agora diga você:




Sábado, Dezembro 30, 2006


Parece que eu sempre vivo um revival no final dos anos. Todo fim de ano tem sido a mesma coisa. Indefinição quanto ao lugar onde se vai passar o reveillon, com quem vou passar, uma tristeza sem fim que perfura o meu coração e tantos outros fatos que me deixam paralisadas. Mas nada é tão frustrante como a sensação de um fim sem fim.

Mais um ano que chega ao fim e a minha vida, de certa forma, continua na mesma. Nenhuma mudança radical, que era como eu gostaria, no entanto, tenho que confessar que houveram progressos significativos, o que tornou esse ano um pouquinho melhor do que os outros. Mas eu quero mais, quero muito mais, na verdade, quero o suficiente para não mais me sentir uma intrusa aqui nesse mundo, que é como me sinto. Quero sentir esse mundo meu, essa vida minha, quero me sentir à vontade. Pois quando assim eu me sentir, mais fácil será realizar tudo o que preciso. Mas eu vou ter que depositar as minhas esperanças nesse próximo ano que se inicia, eu e o universo inteiro de pessoas que desejam a mesma coisa: um ano novo realmente novo.

Feliz ano novo para todo mundo!!!! Novo de verdade!!!!!


Exposto por mim às 1:19 AM


Agora diga você:




Sábado, Novembro 25, 2006


Já faz tempo que tento ter paciência para sentar e escrever, na verdade, faz tempo que tento ter paciência para tudo, mas principalmente, no meu trabalho. E é difícil, porque desde que eu me entendo por gente eu sou completamente impaciente e tudo de ruim que acontece comigo não me torna uma pessoa mais calminha. Isso é fato!

O pior é que no trabalho que estou desenvolvendo agora é primordial que eu seja tolerante, paciente, calma...enfim, tudo o que eu não sou. Ando tão estressada que até cabelos brancos estão aparecendo na minha cabeça, um horror! Mas, honestamente, com isso eu não me preocupo nenhum pouco.

De verdade o que tem me preocupado muito é a minha total falta de ânimo para concluir ou para dar continuidade a tarefas que são primordiais para o meu viver "bem". Eu não estou conseguindo. Tudo é uma tortura para mim. O simples fato de ter que sair de casa, por qualquer que seja o motivo, é bastante complicado para mim. Já disse isso a todos os médicos que eu consigo ir, mas parece que eles não escutam. Ficam o tempo todo me enchendo de remédios que, honestamente, eu não consigo visualizar e muito menos sentir melhora nenhuma. Eu já tava mesmo certa que eu não tinha mais chances e que o meu fim era o que eu tinha escolhido e eis que de repente um médico, mais precisamente, uma médica me ouviu. Parou de escrever as receitas com vários remédios e me ouviu para saber de verdade do que era que eu precisava. E eu saí de lá com uma alegria raramente experimentada nessa minha vida. Uma alegria que vinha da esperança de que minha vida, meus transtornos pessoais poderiam se não sumir, pelo menos, serem controlados me possibilitando viver uma vida normal. Eu ainda não desisti.

Por mais que todos os dias pensamentos negativos e fatais passem pela minha cabeça e me incitem a agir radicalmente, eu ainda tenho acreditado, ainda tenho esperanças. E novamente chego a conclusão que a esperança é o último recurso do infeliz. Ainda estou lutando, fraca, mas ainda estou lutando, meio descrente, mas ainda estou tentando, até o dia em que eu não resista mais lutar contra mim mesma e sucumba as minhas eternas idéias de ir embora para sempre.


Exposto por mim às 7:15 PM


Agora diga você:




Domingo, Setembro 17, 2006


Estou com ódio. Está tudo dando errado, tudo! Quando eu penso que as coisas estão se ajeitando e que finalmente eu vou respirar, pronto, pensamento errado, estou quase ficando é sem ar. Não sei o que fazer. O que devo fazer? Minha mania de não querer magoar ninguém acaba é me magoando, no final das contar sempre sou só eu quem estou sofrendo. Que horror! Queria conseguir mandar todo mundo se lascar só de vez em quando, tomar as rédeas da minha vida e se alguém se incomodar: que se dane!!!! A vida é minha mesmo, quem vai perder, sofrer, chorar, vou ser eu, ninguém mais. Mas fico preocupada com todo mundo e ninguém se preocupa comigo. Quando acho que estou sendo legal, estou sendo apenas uma perfeita babaca pronta para ser selada para carregar os malas que aparecem na minha vida. Que saco!!! Eu não tenho paz, não me dou paz.

Mal saio de um problema e me enfio num pior ainda. Não sei o que fazer. Passei hoje o dia inteiro angustiada, totalmente tomada pela depressão, apenas as lágrimas não desceram porque acho que já secaram. Briguei com todo mundo, mandei um bocado à merda, em pensamentos...E fiquei me sentindo ninguém. De novo. Nunca mais eu tinha tido tanta vontade de desaparecer como eu senti hoje. A dor no coração foi tão grande que desejei tomar todos os remédios anti-depressivos que eu encontrasse, mas dessa vez, não para morrer, mas para passar a dor que eu estava sentindo. Como não tinha, porque acabaram e eu ainda não voltei à psiquiatra, tomei um bocado de coca-cola e fui à Igreja, mas eu estava tão contaminadamente desanimada, que as pessoas perceberam. Minha irmã quando viu teve um susto, perguntou logo porque eu estava com aquela cara e eu não respondi. Nem afim de falar mais eu tô. Estou com raiva do mundo de novo, da vida, com vontade adoecer e não ir trabalhar. Vontade de ficar deitada na cama assistindo qualquer porcaria que sei que não assistiria mesmo. Ficaria era com os olhos fechados me odiando o dia inteiro. Só Jesus mesmo me salva....


Exposto por mim às 10:39 PM


Agora diga você:




Domingo, Setembro 10, 2006


Detesto me sentir dividida e hoje estou me sentindo assim. Não sei se vou, não sei se faço, não sei se permaneço, não sei se páro, não sei se evito, não sei...Eu não sei de nada e esse é sempre o meu problema. Eu preciso, eu necessito que as pessoas sempre me digam o que fazer e o que eu devo dizer, porque senão eu nem faço nada e nem digo nada. Se dependesse de mim para decidir ou agir, nada aconteceria na minha vida. Eu preciso que alguém tome as decisões por mim, que alguém faça a lista dos prós e contras. A minha lista sempre tá errada e quando eu vou pela minha cabeça eu sempre me arrependo, sempre choro mais e sempre me deprimo mais. Na verdade, quando eu vou pela cabeça dos outros, também.

O que eu queria de verdade era que a minha vida fosse como as histórias que eu gosto de contar à minha irmã e que eu fosse apenas uma espectadora que pudesse mudar o rumo das coisas caso a minha vida tomasse um rumo de baixa audiência. Mas, eu não posso. Não posso apenas assistir, tenho que participar. E é nessa participação que reside o meu problema, eu não sei participar. Eu também não sei dançar e também não sei conversar. Eu sou um poço de emoções e só consegue me achar quem mergulhar dentro de mim. Supercialmente eu sempre sou cinza e ninguém nunca sabe o que esperar de mim.

Pois é, tenho sentimentos infantis ainda e tenho medo de tudo. Tenho medo de agir, tenho medo de tomar decisões sozinha, tenho medo de fazer as coisas por impulso e no fim das contas tenho medo de viver também. A sensação que eu tenho é que sempre estou no lugar errado e na hora errada e ainda mais com a pessoa errada. Não faço nada certo, deve ser exatamente por isso que não me encaixo aqui nesse mundo competitivo em que as pessoas têm que saber exatamente o que querem e ainda terem coragem de fazer o que querem. Eu sou ainda uma criança assustada e perdida. Meu Deus, eu não cresci...


Exposto por mim às 6:23 PM


Agora diga você:




.:: Perfil ::.

E-mail e msn: blogdasuicida@gmail.com


.:: Blogs que gosto ::.

Cantinho da Felicidade
Nada a declarar
Causa Mortis
Aquarela da Vida
Insólito
Estranha para os íntimos
Meu diário proibido
O meu love na internet
BLOGrando
Immortal Pain
O mundo é de quem faz
Diário d'um suicida
Crônicas da Peste
Andarilhos da Tempestade
Daniel
Thomoeda Templates





.:: Arquivo ::.




.:: Créditos ::.

.:: Layout: Thomoeda ::.



Todos os direitos
reservados ©
___________